Todos os leitores já perceberam que como cidadão,  tenho minhas preferências. Sou radical defensor do Estado constitucional e democrático. Acredito no papel da sociedade civil militante. Admito mudanças mais difíceis, como no conteúdo da propriedade, desde que as pressões sejam canalizadas para o Estado. Enfim. Hoje me classifico como um convicto social democrata. Rejeito Estado de fato, em sua versão direitista (fascista) ou esquerdista (socialismo do Leste e seus satélites).

A recente pesquisa do CNI/IBOPE indica que a avaliação positiva da presidente Dilma chegou ao seu percentual mais baixo desde as manifestações de junho de 2013. Hoje Dilma, tem de acordo com esta mais nova pesquisa 36% de  avaliação ÓTIMO e BOM. O percentual do eleitorado que reprova a forma de governar da presidente chega a 50%. Portanto dividido.

Raimundo Faro em seu livro clássico “ Os Donos do Poder”  busca explicação para a trajetória contemporânea no Brasil, do ponto de vista econômico, social e político. A sua conclusão é contundente: o Estado brasileiro, instalado aqui a partir de 1500 é o clone do Estado patrimonialista português transposto mecanicamente.

A notícia que tomou conta do estado do Pará, na semana passada,  foi a anunciada desincompatibilização do governador Jatene  a  partir do dia 31 de março e a ascensão ao governo do vice Helenilson Pontes.

A polarização no Pará será entre PSDB e PMDB em 2014.  Está aberto espaço para uma terceira via.  Nome que tiver densidade de massa, passado limpo e estrutura partidária e ou retaguarda infra estrutural poderia surpreender. O PSOL não quer arriscar e escalará um quadro de segunda grandeza para as disputas majoritárias.

Segundo informações bastante confiáveis o governador Jatene renuncia no dia 31 de março. Apesar das especulações em torno da motivação desta tomada de decisão, não é difícil derivar as consequências a partir da construção de cenários imediatos.