A oposição eufórica contabiliza  uma coligação eleitoral com 11 partidos, incluindo PR  e DEM. Todas sondagens indicam uma percepção mais negativa do que positiva do governo incumbente. Jatene só mantém força perceptível no nordeste paraense.

Em todas as sondagens informais que tenho feito, de interesse acadêmico, uma figura vem aparecendo de forma  espetacular, quase inacreditável, é a figura do radialista, apresentador de TV e ex-candidato a prefeito pelo PP, Jefferson Lima.  Para vocês terem uma ideia, este nome é o mais citado expontaneamente  para as disputas que vai de deputado estadual, federal. Para o  senado, detém maioria esmagadora das citações na região metropolitana e domina, por pouca diferença,  todo o estado.. Mesmo nas eleições para o governo J. Lima fica entre os três primeiros.

Muitos políticos estarão disputando mandato parlamentar. Uns buscando a reeleição outros tentando “varar” neste concorrido mercado. No Pará temos pelo menos 5 milhões de eleitores e 41 deputados estaduais e 17 deputados federais. O TSE aprovou a ampliação deste números para 45 e 21 respectivamente, mas esta iniciativa enfrenta barreiras políticas no congresso nacional com as bancadas do sul e sudeste.

Eu gostaria que a Dilma se reelegesse porque foi o PT quem melhor cuidou das universidades federais. FHC quase destruiu a academia. Gosto muito do governador Jatene porque ele busca sempre racionalizar a máquina pública e possui uma tremenda responsabilidade fiscal, o que é muito bom para o Estado, que sempre deve ser utilizado para o investimento em todos os setores da sociedade e não ficar capturado por grupos corporativos, sejam eles públicos ou privados.

Esta semana que passou o candidato do PMDB Helder Barbalho anunciou seu candidato a vice governador. É o deputado federal e ex-prefeito de Santarém Lira Mais. Esta “mexida” de pedra mata dois coelhos com uma só cajadada: amplia suas chances no oeste do Pará e cria enormes constrangimentos para o deputado Márcio Miranda, que é do DEM, presidente da ALEPA, e grande amigo do governador Jatene. Miranda está impedido de subir no palanque de Jatene, de acordo com a legislação eleitoral.

Neste momento Jatene, Helder e Dudu buscam o vice ideal para suas chapas. Em uma chapa majoritária parte-se de um pressuposto geopolítico para a escolha do nome tido como ideal. Por exemplo: Jatene busca um vice que venha do sul, sudeste ou oeste do Pará. Helder deve estar pensando num vice que venha a dividir a votação com Jatene nas regiões metropolitana e nordeste do Pará.  Dudu deve estar pensando num vice que traga dividendos de qualquer região do interior. Dudu tem sua base na capital.

Venho falando desde o pós junho de 2013 que aquelas memoráveis jornadas representaram a entrada em  cena, no Brasil, da sociedade civil do século XXI. Este mesmo fenômeno, por outras motivações já haviam varrido o oriente médio e a África com a primavera Árabe. Nestes países ditatoriais, foi uma luta pela primeira geração de direitos, ou seja, a proteção do indivíduo e da sociedade contra o arbítrio do governante absoluto.