Segundo informações bastante confiáveis o governador Jatene renuncia no dia 31 de março. Apesar das especulações em torno da motivação desta tomada de decisão, não é difícil derivar as consequências a partir da construção de cenários imediatos.

A votação do Conselho Superior Universitário (Consun) da Universidade Federal do Pará (UFPA) sobre a adesão dos Hospitais Bettina Ferro de Souza (HUBFS) e João de Barros Barreto (HUJBB) à Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), prevista para esta terça-feira, 17 de dezembro, está sendo feita eletronicamente. Os conselheiros devem participar da votação online até esta quarta-feira, dia 18 de dezembro de 2013. A reunião extraordinária do Conselho, que começou às 9h, não pode ser concluída por causa de manifestações contrárias à Ebserh.

Em ciência política trabalha-se com tendências probabilísticas quando se pensa em competição eleitoral. Normalmente estas tendências começam a se desenhar a partir da medição da percepção popular, através de pesquisas,  sobre o desempenho de um governo.

Resolvi fazer esta reflexão depois de ver um conjunto de diálogo nas redes sociais que buscavam demonizar as alianças políticas, e desqualificar o debate pela questão ético-moral. O meu objetivo neste texto é fazer um rápido balanço da governabilidade no Brasil e os limites dos programas partidários no contexto de um presidencialismo de coalizão, como é o caso brasileiro.

Pelas redes sociais foi noticiado  que Simão Jatene continua candidato a governador. Parece que agora a água voltou a correr tranquila por debaixo da ponte  tucana. Nilson Pinto com sua disposição de ocupar a “moita”, que parecia secundarizada, acabou por impulsionar uma rápida decisão nos arraiais bicudos.

Dilma e Jatene  se reelegeram com margem estreita de votos. Dilma e Jatene tinham contra sí o longo período de seus partidos e grupos à frente do destes governos. Dilma e Jatene venceram porque foram competentes em trabalhar de forma concertada  duas variáveis centrais em uma disputa eleitoral:  a criação de incertezas e o uso da máquina de governo como substrato para uma competente estratégia eleitoral.