PARÁ:QUEM VENCERÁ AS ELEIÇÕES-2026?
- Detalhes
- Escrito por Edir Veiga
O movimento dos principais atores políticos no Pará ganha grau máximo de expectativa quando se aproxima o dia 04 de abril de 2026, data para que governantes deixem cargos públicos para se habilitarem a concorrer no pleito eleitoral de outubro de 2026. Em jogo estão os cargos de governador, senadores, deputados federais e deputados estaduais.
No Pará é certo que o chefe do executivo estadual e o chefe do poder executivo do município Ananindeua vão deixar o cargo. Helder deve concorrer à uma das vagas do Pará no senado federal, enquanto o Dr. Daniel deve concorrer ao governo estadual, disputa esta, marcada por grandes conflitos que são retratados nas redes sociais.
Parece certo o lançamento da vice governadora Hana Ghassan, pelo MDB ao governo do estado que junto com Dr. Daniel (PSB) e a ex-deputada Aracely Lemos(PSOL) se conformam como candidaturas certas para a disputa pelo governo estadual. A novidade nesta disputa é a especulação de que o Dr. Daniel venha a se filiar ao PODEMOS para poder ampliar sua aliança à direita, visando atrair o apoio do PL estadual, desde o primeiro turno.
Mas não sejamos ingênuos, minha tese de doutorado estudou o processo de reeleição aqui no Para. Um governo bem avaliado, como é o caso, aqui do Pará, montado em apoio de quase 100 prefeitos, articulado com uma enorme coligação partidária e contando com o apoio de 2/3 de deputados estaduais e dispondo de apoio empresarial, sem dúvida nenhuma, tende a atrair a maioria dos votos, no 1° turno, nas disputas para o governo estadual. Caso tenhamos um segundo turno, aí é outra eleição e tudo pode acontecer.
Para a disputas das duas vagas ao senado, temos as candidaturas do governador Helder Barbalho, do atual senador Zequinha Marinho, do deputado federal Eder Mauro e do presidente da ALEPA Chicão. O deputado federal Celso Sabino está tentando viabilizar sua candidatura ao senado, estando empenhado em encontrar uma legenda da base do governo Lula para se filiar.
As pesquisas para o executivo estadual oscilam, umas apresentam a dianteira do Dr. Daniel, outras apresentam a vice governadora na frente, outras apresentam empates entre estas candidaturas, nas margens do erro das amostragens. O fator PSOL, coloca dúvida se as eleições poderão ser decididas em 1º turno.
O PSOL normalmente marca 5% nas disputas estaduais. Caso o funcionalismo estadual, em especial os professores migrarem para a candidatura de Aracely, este percentual tende a aumentar, colocando na ordem do dia o 2º turno, caso as principais candidaturas continuem próximas, uma da outra.
Na disputa para o senado, as pesquisas demonstram uma clara liderança do governador Helder Barbalho. A segunda vaga será intensamente disputada entre Chicão, Zequinha Marinho, Eder Mauro e Celso Sabino. As eleições de 2022, demonstraram o poder da máquina estadual unida aos prefeitos governistas, com a eleição do senador Beto Faro, que durante todos o pleito não aparecia como favorito nas pesquisas. Não se iludam, a candidatura Chicão será super competitiva e chegará em pé de igualdade nas disputas para o senado, mesmo que neste momento não apareça muito bem nas pesquisas.
Caso a lógica da distribuição espacial do voto se confirme, a fragmentação de candidaturas à direita para a disputa senatorial, ampliará bastante as chances da vitória da chapa governista ao senado federal. Minha experiência indica que uma candidatura moderada ao senado, do tipo “pescada branca”, quer dizer, não possui inimigos políticos ou adversários sectários, será o nome que mais receberá os segundos votos nas disputas para o senado.
Creio que as disputas para deputados federais indicarão o poder das emendas parlamentares impositivas e das emendas PIX. Os deputados que levaram obras e serviços relevantes para seus municípios de apoio, sairão muito na frente de outros candidatos. Cada deputado federal dispôs entre 2023-2026 de mais de 50 milhões/ano.
Isto posto, afirmo que os deputados tiveram orçamento de investimento maior do que 90% das prefeituras paraenses. Só não se reelegerá quem não realizou obras e serviços relevantes. Por isso creio que 70% dos deputados federais se reelegerão, e que teremos apenas 4 a 5 vagas em disputa, para que os novos candidatos possam a vir conquistá-las.
Para as disputas para a Assembleia Legislativa, creio que as disputas estão mais em aberto. Como os deputados estaduais dispõem de poucos recursos de emendas parlamentares/ano, creio que somente os deputados muito bem articulados com os governos estadual e federal, que são ativistas e ciosos de suas bases, sairão na frente.
Creio que chegam a 40% da ALEPA o percentual de deputados mais trabalhadores durante o mandato. Isto posto, creio que apenas 17 deputados estaduais têm reeleição garantida, portanto teremos, algo em torno de 24 vagas que estão em aberto. Logicamente, que o detentor de mandato, sempre tem vantagem sobre àquele candidato que não dispõe da máquina do gabinete parlamentar e dos apoios do governo estadual.
O VOTO COMPLEXO PARA DEPUTADO
- Detalhes
- Escrito por Edir Veiga

De dois em dois anos temos eleições no Brasil. As eleições mais complexas são as disputas legislativas, uma vez que no Brasil o sistema eleitoral é proporcional e de lista aberta, quer dizer, cada candidato funciona como se fosse um partido político, uma vez que o candidato mais votado é que conquista um assento parlamentar, e como dizia Maurice Duverger, a tendência deste sistema eleitoral proporcional é produzir múltiplos partidos.
O PT, O GOVERNO FEDERAL E AS DISPUTAS ESTADUAIS.
- Detalhes
- Escrito por Edir Veiga

Como assíduo observador da política nacional e estadual acompanho o intenso debate nos meios de comunicação, notadamente nas redes sociais sobre as disputas eleitorais, as estratégias dos partidos e candidatos e as críticas, de lado a lado.

