Carta de esclarecimento

Caros amigos sindicalizados

Minha primeira entrância nos movimentos sociais foi aos 13 anos no centro cívico de minha escola ginasial. Nesta época estávamos em 1973, Médice extinguia pela força os movimentos armados de contestação à Ditadura. Portanto, nosso movimento estava longe de ser politizado. Quem fizesse política naquela época, morria.

Iniciei minha militância na universidade aos 20 anos de idade. Apesar de atuar nos grêmios livres desde 1973. Naquele tempo media-se o poder de mobilização de um grupo social ou de uma categoria pelo poder de organização, agitação pública e capacidade de criar amplas opiniões públicas favoráveis às reivindicações.

Parece brincadeira, mais tudo indica que um golpe caminha a passos largos no processo sucessório para a reitoria da UFOPA. Esta trama antidemocrática está sendo perpetrada pela oposição nas eleições que se avizinham para o dia 18 de novembro.

Neste momento, no entorno da prisão dos condenados a partir do escândalo do mensalão,  a esquerda e  em especial a militância petista nas redes sociais vem demonizando o presidente do Supremo Tribunal Federal e santificando os condenados petistas.

Participei de inúmeras greves durante minha vida sindical e estudantil. Apresentávamos nossa pauta de reivindicação e esperávamos pelo menos negociar  boa parte de nossas demandas. Sabíamos a dificuldade de impor o total de nossas demandas devido ao limite do caixa do governo. Sempre que o governo negocia em uma greve, este também mede o efeito cascata que advém quando uma greve é vitoriosa.

Inverteu-se o papel da mídia na greve estadual dos professores da SEDUC. Normalmente  o movimento grevista ficava sitiado pela imprensa conservadora, que geralmente  se posicionava ao lado de seu patrono, o governo estadual.