Na semana passada foi divulgada a pesquisa QUAEST para o governo do estado e senado federal. Farei estes comentários relacionado a esta pesquisa porque estes dados dialogam com outras pesquisas divulgadas e por que este instituto não realiza pesquisa financiada por grupos envolvidos diretamente nas disputas eleitorais.

1-GOVERNO ESTADUAL: dado importante.

Há 150 dias da competição eleitoral de 2026 a pergunta que mais fala sobre a temperatura da campanha é a ESPONTÂNEA, onde não são apresentados os nomes das possíveis candidaturas para os cargos majoritários (presidente, governador e senador). A pergunta espontânea revela que 85% do eleitorado ainda não tem candidato para o cargo de governador.

 

O movimento dos principais atores políticos no Pará ganha grau máximo de expectativa quando se aproxima o dia 04 de abril de 2026, data para que governantes deixem cargos públicos para se habilitarem a concorrer no pleito eleitoral de outubro de 2026. Em jogo estão os cargos de governador, senadores, deputados federais e deputados estaduais.

No Pará é certo que o chefe do executivo estadual  e o chefe do poder executivo do município Ananindeua vão deixar o cargo. Helder deve concorrer à uma das vagas do Pará no senado federal, enquanto o Dr. Daniel deve concorrer ao governo estadual, disputa esta, marcada por grandes conflitos que são retratados nas redes sociais.

Como assíduo observador da política nacional e estadual acompanho o intenso debate nos meios de comunicação, notadamente nas redes sociais sobre as disputas eleitorais, as estratégias dos partidos e candidatos e as críticas, de lado a lado.

Com a supremacia dos smartphones como núcleo irradiador de comunicações e informações, todos os meios de comunicações tradicionais como rádio, jornal e televisão migraram para este centro irradiador, em tempo real de comunicação e informação. Muitos intelectuais vêm dando muito mais destaques ao meio de comunicação do que ao conteúdo da informação.

De dois em dois anos temos eleições no Brasil. As eleições mais complexas são as disputas legislativas, uma vez que no Brasil o sistema eleitoral é proporcional e de lista aberta, quer dizer, cada candidato funciona como se fosse um partido político, uma vez que o candidato mais votado é que conquista um assento parlamentar, e como dizia Maurice Duverger, a tendência deste sistema eleitoral proporcional é produzir múltiplos partidos.

Um dos objetivos da máquina ideológica e de hegemonia da direita é esconder a parcialidade do Estado em favor dos ricos., como mecanismo para evitar que o confronto de classes fique explícito perante a população pobre do Brasil, que representa mais da metade do povo brasileiro.

Após, o violento enfrentamento entre polícia e facções criminosas ocorrido no Rio de Janeiro, as discussões tem invadido a sociedade brasileiro, temperado pelas discussões pouco sérias na grande imprensa e nas mídias digitais, revelando que um evento tão triste vem sendo objeto de tentativa de politização pela extrema direita.