Os protestos em curso no Brasil revelam  que o povo brasileiro quer resposta imediata para quatro  questões centrais: o caos da mobilidade urbana,  a falência dos serviços públicos básicos, a  crise de representação política e um combate vigoroso à corrupção.

Ontem, novamente a sociedade  brasileira saiu às ruas. Foram 700 mil no Rio, 100 mil em Recife. 20 mil em Belém. Todas as capitais e mais 60  cidades protestaram, em escalas de milhares, que somados chegaram a mais de dois milhões de pessoas.

Qual o caráter do movimento que vem tomando conta das ruas do Brasil? Os governos  começam a acenar com a redução entre 5 e quinze centavos nas tarifas dos transportes urbanos.  Até parece que este povo está atrás de centavinhos, nestas jornadas juninas.

Em São Paulo a luta contra o reajuste das tarifas de ônibus desencadeou um movimento de massas nas principais capitais do Brasil. Este movimento é apenas a ponta do iceberg de um sofrimento latente da classe trabalhadora, de estudantes e que pode vir a galvanizar parte das classes médias urbanas como consequência de uma inflação que atinge este segmento de forma diferenciada.

Após duas semanas de intensas mobilizações de massas pelo Brasil, já podemos alinhavar alguns pontos de vistas que servem como ensaio sobre as causas, desenvolvimentos e limites deste movimento.

Hoje, (19)  os governos de São Paulo e Rio de Janeiro anunciaram a redução das tarifas de transportes coletivos. Quando o repórter perguntou para uma estudante que representava o movimento “Passe Livre” quais seriam  os rumos do movimento, a estudante respondeu: “Agora a luta é pelo passe livre”.

Não tenhamos dúvida. Avaliação de governo e economia andam juntos. Neste momento o govenro Dilma passa por incertezas na economia e todas as receitas monetárias tem falhado.