Estamos há 80 dias das eleições estaduais de 2026. Todos os institutos de pesquisa apontam empate técnico para o poder executivo estadual entre a candidata governista Hana Ghassan e o opositor desafiante, ex-prefeito de Ananindeua, Dr. Daniel. A disputa encontra-se demograficamente, assim distribuída: Dr. Daniel lidera nos grandes centros urbanos e Hana Ghassan lidera nos médios e pequenos municípios do Pará.

Portanto, a decisão destas eleições ocorrerá nas grandes cidades, local onde os candidatos disputarão a maioria dos eleitores que ainda se encontram dentre os indecisos, e que são mais de 70%. No interior do estado se encontram os pequenos redutos eleitorais, normalmente, amplamente controlados por lideranças locais e que neste momento estão fechados com a máquina do governo estadual, portanto, para entrar nestes distritos, apenas se o chefe político   local permitir.

Já nos grandes centros urbanos do estado: Região de Belém, região de Bragança, região de Marabá, região de Altamira, região de Santarém e região de Parauapebas, é que se concentram milhões de eleitores e serão os locais onde as eleições serão decididas. Portanto a “pesca” de votos se dará nos oceanos e enormes rios de eleitores do estado do Pará.

Todos os meios de comunicação migraram para os smartphones (TV, Rádio, Jornais impressos) além das campeoníssimas redes sociais digitais. Mas, a busca pela escolha de candidatos, somente ocorrera nos últimos 30 dias da campanha eleitoral, aí os olhos voltam-se para os meios de comunicação de massas.

No cotidiano da navegação cibernética, apenas 5% dos internautas buscam temas relacionados à política eleitoral e partidária. Mas, no momento final das campanhas eleitorais, todos se voltam para os meios de comunicação com o objetivo de escolher um candidato a presidente, a governador ou a senador. Ou seja, para as disputas majoritárias.

Quer dizer, o marketing é muito eficaz para as disputas majoritárias, uma vez que por serem poucos candidatos, a massa do eleitorado consegue escolher com razoável qualidade seus futuros representantes majoritários. Mas para as disputas proporcionais, só terão grande visibilidade, aqueles candidatos mais notórios, como deputados e senadores com grande presença pública, um ex-prefeito, um ex-governador, um ex-ministro.

A quase totalidade dos candidatos a deputados estaduais e federais ou candidatos pouco conhecido do grande público, deverão desenvolver estratégia eleitoral diferente de seus congêneres que disputam cargos majoritários. O marketing seria um instrumento secundário para se tornar conhecido, haja vista que teremos algo em torno de 1000 candidatos a deputados estaduais e 350 postulantes à uma cadeira na câmara dos deputados. Impossível o eleitor mediano (eleitor comum) escolher um candidato através de marketing.

Em qualquer situação das disputas eleitorais a ordem da preparação eleitoral obedeceria o seguinte roteiro: os estrategistas, que seriam cientistas políticos experimentados e conhecedores das teorias do comportamento eleitoral deverão projetar uma estratégia com os seguintes desdobramentos: ESTATÉGIA GERAL QUE CONTEMPLE: estratégia contábil, estratégia jurídica, estratégia para as redes Sociais e estratégia para atividades de cidades, bairros e ruas.

Votos para deputados deve ser “amarrado” em redes, de todos os níveis imaginados e não imaginados. Candidatos, a qualquer cargo, que entregarem sua campanha apenas para o marqueteiro estará fadado ao fracasso. Candidatos que apostarem tudo apenas na troca clientelista de véspera de eleições, também está fadado ao fracasso.

A campanha para deputados é a mais complexa e exige um sistema de estratégia e sub estratégia, onde um conjunto de iniciativas devem ser montadas como se um fosse um sistema, composto de partes flexíveis e harmônicas, com um sistema de gerenciamento de primeira, segunda e terceira dimensão.

Não existe reduto seguro, num sistema eleitoral proporcional de lista aberta como o brasileiro. Um deputado que aparece bem cotado durante grande parte da disputa eleitoral pode chegar no dia da eleição anêmico eleitoralmente. Quem não gastar, e gastar bem, não tem, hoje, nenhuma chance eleitoral. Exceções será feito apenas às celebridades e aqui no Pará, não tem quase nenhuma. Ou seja, não adianta estar cotados em pesquisas, precisa ter tentáculos nas cidades, bairros e quarteirões.

Ahh, as pesquisas eleitorais são decisivas para você enxergar na escuridão das disputas. Pesquisa não é custo é investimento, ela te diz onde o candidato está bem ou mal e orienta os rumos dos investimentos. Pesquisas quinzenais farão os candidatos aplicaram com eficácia e eficiência seus recursos  materiais de campanha, assim como detectará os cabos eleitorais fakes.

 

 

Compartilhar
FaceBook  Twitter