O tribunal oral federal número 5 da capital argentina anunciou nesta quarta-feira à noite as sentenças de 18 militares acusados de 86 casos de crimes contra a Humanidade realizados na Escola de Mecânica da Armada (ESMA), o maior centro clandestino de detenção da ditadura militar argentina (1976-83). A condenação mais esperada era a do ex-capitão Alfredo Astiz – apelidado de “o anjo loiro da morte” – uma das figuras mais emblemáticas do regime militar. Os parentes das vítimas de Astiz – que completará 60 anos no próximo dia 8 de novembro – celebraram quando ouviram que os juízes federais condenavam o ex-capitão à prisão perpétua.

Do lado de fora do edifício do tribunal, no bairro portenho de Retiro, representantes de organismos de defesa dos direitos humanos, ex-prisioneiros sobreviventes também festejaram. “Acabaram 30 anos de impunidade”, gritavam exultantes. No entanto, duas dezenas de pessoas, simpatizantes dos militares, protestaram contra a condenação dentro do tribunal. Fonte Estadão.

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