Este texto pretende abordar de forma articulada as causas principais e as causas secundárias da situação política em que se encontra o governo da presidente Dilma e do Partido dos Trabalhadores.  Para tal análise utilizarei como variáveis explicativas o contexto internacional, os gastos sociais, o petrolão, o desequilíbrio das contas públicas, as opções do governo no pós eleição de 2014 e o comportamento pragmático das oposições.

No mês de maio fiz uma pesquisa em Belém e Ananindeua sobre avaliação de governo. Em todas estas pesquisas as avaliações negativas  dos governos federal, estadual e municipais chegaram a níveis estratosféricos. Ou seja, a somatória das avaliações negativas (RUIM e PÈSSIMO) foram entre 65% e 70%.

No dia 15 de abril de 2015 a juiza Bárbara Oliveira Moreira condenou o Sr. Augusto Barata, edir do blog do Barata a pena pecuniária por injúria, calúnia e difamação contra a minha pessoa.

Os prefeitos das maiores cidades do Pará Zenaldo Coutinho  ( Belém ) e Manoel Pioneiro (Ananindeua)  estão fundamentalmente ancorado na avaliação que seus munícipes farão do resultado de seu governo.  Não precisa ser adivinho para afirmar que estes dois políticos sonham em disputar o pleito governamental de 2018, como candidato do governador Simão Jatene, ou seja, candidatos da máquina de governo.

De acordo com metodologia estatística reconhecida internacionalmente quando uma pesquisa quantitativa é feita obedecendo todos os pressupostos teóricos, a chance de que a amostragem represente fielmente o universo pesquisado, dentro da margem de erro prevista é de  95%. Ou seja, se esta pesquisa for repetida cem vezes ela repetirá os mesmos resultados em 95 vezes, porém, sempre haverá erros em 5%, ou em 5 vezes, ela alcançará resultados fora da margem de erro.

Prefeitos tradicionais são aqueles que medem seu desempenho a partir de obras físicas de grande visibilidade pública. Manoel Pioneiro tem nos asfaltos seus principal patrimônio eleitoral.  Zenaldo pretende ter nas obras do BRT e na retomada da macrodrenagem da Estrada Nova seus grande motes de campanha.

A presidente Dilma encontra-se nos piores dos mundos: de um lado temos a oposição que busca estrategicamente fazê-la sangrar ao máximo possível,  combinando a quebra de sua legitimidade eleitoral devido ao choque  liberal moderado na economia com o ataque moral vinculando-a politicamente ao PT e ao escândalo do petróleo. Enfim, a oposição cumpre seu papel de fustigar o governo.