Ficha técnica.

Iveiga-Consultoria e Pesquisa LTDA.

Local: Belém, Ananindeua, Marituba e Benevides.

Período: 22/23/24 de junho de 2017

Amostragem: 962

Margem de erro: 3,3%

Intervalo de confiança: 95%

 

 

Não há dúvida, a derrota eleitoral de 2010 removeu o poder de polarização do PT estadual pelo menos até as eleições de 2018. O Partido dos Trabalhadores tinha sido protagonista central das eleições para o governo do Pará durante três eleições consecutivas: 2002, 2006 e 2010. Por certo, o desastre que significou o governo Ana Júlia, perante a percepção popular parece que  removeu este partido do poder de polarizar, eleições no Pará, pelo menos durante as próximas eleições.

O sistema político vive uma crise sem precedentes na história do Brasil. O Presidente da república conduziu a conspiração direta para depor a presidente eleita e hoje apresenta avaliação positiva em torno dos 10%. O congresso nacional brasileiro possui mais de uma centena de deputados e senadores citados nas delações premiadas, incluindo o núcleo duro.  Os principais partidos políticos foram denunciados como agentes de caixa dois.

Passados mais de cem dias das eleições municipais de 2016, ainda existe muitas dúvidas sobre a decisão eleitoral que o povo de Belém assumiu com a reeleição do prefeito Zenaldo. De acordo com a teoria da escolha racional, o eleitorado da capital deveria ter dado uma “banana” ao gestor incumbente, tendo em vista a péssima imagem que a população revelava, a respeito de Zenaldo, nas pesquisas eleitorais.

 

 

 

Os cenários políticos para as eleições de 2018 no Pará começam a ficar menos embaçados. Não há dúvidas que os candidatos fortemente identificados pela população como fichas sujas terão enormes dificuldades eleitorais nas disputas para os cargos majoritários, seja na disputa para o governo ou nas disputas para as vagas no senado federal.

 

Desde a semana passada entrou na agenda do congresso a reforma política. O relator nesta segunda feira anunciou parecer favorável ao voto proporcional em lista fechada. Independente do debate de conteúdo que deve assolar o mundo político, os pequenos partidos, à direita e à esquerda começaram a detonar a proposta de sistema eleitoral proporcional de lista fechada.

 

O ministro de integração nacional Helder Barbalho, em sua atividade político-administrava no governo Temer vem jogando solto em direção ao processo eleitoral de 2018. Em um contexto onde a economia nacional encolhe e de grande escassez de recursos nas esferas subnacionais (estados membros), o ministro pemedebista vem fazendo “a festa” movida à distribuição de recursos federais aos municípios paraenses, deixando a percepção de que esta competição política vindoura já aponta para um favorito.